terça-feira, 30 de junho de 2009

simbólico amor

em sua curvatura me vejo
antigo artigo,
o obliquo que desdenhei
não tinha a cepa dura,
que tua arte carrega
exageros com os tidos
são plurais evidências
de uma vida cubica,
deste que a emergência lateja...
e, neste desenrolar de tarefas
exije-se então
respeito que a vida
lhe deita infinita gordura,
não lhe culpo nem lhe caibo
por extemeduras
mas sim o silêncio que em mim
tu murmuras

sexta-feira, 26 de junho de 2009

tristezas

um erro de estripolia
deu-me no que não queria
deu-me por destino,
a falta de harmonia
sobreviveu o desamor...
é com desdém, que obrigado
curvo-me sobre preconceitos,
a escrever monossílabos
a destilar sobrevivência

o final

do teu ouvido, roubei um segredo
roubei um pedacinho do teu destino
roubei sem medo de ser pego
pela tua imagem refletida
em minha grande agonia

dúvidas

tal controverso apelo, nego e desconheço
se nem sei mais, nem menos,
apelos contrários
na hora do dividir, o multiplicado...
todos nós estamos muito bem... encrencados

sábado, 20 de junho de 2009

quatro erros

nem queira me induzir aos trilhos
sou curva, sou reta e intersecção
meus caminhos quero conduzir
e neles deitar e dormir
com a tranquilidade de quem
errou e sabe seu erro
apesar das diferenças
os fracassos o são, água vencida
nem o vento lhe impõe direção
apenas o que a vida lhe indica
no final

sexta-feira, 19 de junho de 2009

aos frangalhos

este torrão
cujo esperançoso espaço
agora frequentas
não te colore nem te aguenta
metade do que tu já foste um dia,
mesmo a mercê de tu
este e a parte que tu penas
agora fragilizado, não te sustenta
mas a outrem que por si te orgulhem

aproximação

sem afirmar
retorno ao sentimento
mútuo mas mesquinho
que todo soneto
tem um poema que se preze
por acompanhamento

despedidas

um poema
por uma calça desbotada
nela fragmentos
lhe indicam um caminho
passado em francês
e toda trama
escutada a rugir como um leão
como um tintan
a mercê do tempo,
como uma garrafa de cerveja vazia
jaze sob escombros sem dono
vazio e sem objetivos

o coreto

amiúde tangiversava o pioneiro
lágrima lhe escoriam pela face
tão grande sua sincronia,
e o tempo lhe sobrava agora
embora pouco lhes cobrassem
sabia o que lhe impunha
tamanha sintonia