quarta-feira, 24 de março de 2010

mal súbito

e eles caminharam
pela cidade da esperança
caminharam
até suas pernas doerem
e se encontraram
na felicidade da separação
superando-se empiricamente
como aquelas obras
que a engenharia
tinham-lhe posto
em seus percursos
a dádiva do inesperado
moldando seus sonhos
à concreto
e nada os separaria
da felicidade que descobriram
per si

segunda-feira, 22 de março de 2010

um sorriso

sigo o seu reflexo
neste amaranhado de ideias
descontrolado e de bem
como uma canção sem fim
como um loop
intermitente e mensageiro,
revejo teu olhar
por sob pesadas lágriamas
no branco que desafia a integralidade
do meu saber
e no espaço avanço
querendo todo o teu querer
preenchendo o oblíquo
que desafia este viver
e me entrego no paralelo
das emoções
para culminar no norte
de todo sentido
de todo viver

terça-feira, 16 de março de 2010

faminto

e o homem nu
disfarçado
no seu caráter
teimava em poder
o que lhe impedia
era o sonho
e, neles divagava
extrapolando sua razão
isolando-se da emoção
como um condor
em vôos plenos

outro dia

com sorriso aberto
te digo oi
e entredentes
resmungo fui,
atravessando idéias
neste ponto,
lembro que te devo uma,
mas, sistemico
vou dormir, amanhã,
é dia de branco
e talvez possa eu
te retribuir

domingo, 14 de março de 2010

chapéu

esquecido inerte
sobre o criado mudo
meu chapéu de bom dia
alegrava sobretudo
por sua presença,
esperançosa
deitava a idéia de que lá fora
uma sombra boa me teria
como companhia

quarta-feira, 3 de março de 2010

até tu ......

até que ponto incide
o soneto sobre o sonífero,
alguém acordou,
e, sobre passos
abriu a janela num click
e sobre sombras, cores e contornos
a Luíza B.....
apareceu inteira
para nós, mortais ou não
é a vida em expressão
e com ela, o forte e o colosso
tudo junto
e ficamos impávidos,
sem outra coisa a fazer
senão esperar o amanhã,
é uma bruxa, é uma fada,
fica a pergunta
e outra a resposta seria, senão
é, um dia bem feito do fantástico
onde o tema seria envelhecer