segunda-feira, 16 de maio de 2011

negro

amiúde com o tempo
arquivos e programas passam a contento
neles escrevo o que evapora
a noite e o rumo dela
que se persegue com o dia
a manhã tão formosa quanto bela
esconde-se em meu silêncio
e me faz curvar-me
sobre todo o tempo entornado
mas tranquilo de cocoras durmo

sábado, 14 de maio de 2011

branco

num papel branco e vazio
tento clonar meu amor
as arguras que passo,
sem o tempo na noite
procuro em meu leito
o frio que tu escondes
e o deixo repouso em argumentos
e mil palavras amor no desafeto
é pouco pro nosso alento

segunda-feira, 9 de maio de 2011

vivência

Respeito é bom e eu gosto
durmo em cima dele
como dorme a musa de cinema
e espalho a quatro cantos
que eu que sou o culpado
não pelas penas dos outros
mas por escrever poemas
quando devia dirigir cinema
trabalhar mulheres de minha vida
e não criticar elas por vidas plenas
enquanto a chama de outros permitir
escrever no branco o que qualquer outra cor assintir
e dizer sim conquanto não atrapalhe o não
viver é amar, viver é ser amado

sexta-feira, 6 de maio de 2011

tantas vezes melhor

Me impressiona
teu amor a quantos mistérios das
o que te envolves em calafrios
e na dormência me rouba de ti
em castelos mal construídos
vives a mirar-me
como quem mira
um assento vago num trem de metrô
me desaponta a largura deste amor
e o fim que recebe