no cinema...
após uma rapsódia intermitente,
uma sessão e o filme elegendo...
correrias e paredões
no derredor da cena,
cavaleiros desmontados
rifles em punho, adágio,
o vazio, canos o apontavam
na mira e a elite assemelhada pelos raios da manhã
juntavam-se a frente do paredão,
riste aos nervos, esperava sob ordens o sol
esperavam a vez,
a correria bondosamente tinham-lhes
tirado a respiração, tolhido seus pensamentos
e o tempo urgia à cavaleiro,
sob o vermelho do clarão do sol e das armas
no tempo nascente quente e úmido que dava impulso ao orvalho,
o mesmo orvalho que impregnava o chão
um a um jaziam cobertos pelo aspecto da vida naquela manhã,
contavam-se pela cobertura do imerecido tempo,
e corta,
na cena seguinte o final,
um temporal lava o brutal ato
e o sangue fresco escorre chão afora
dando então ao filme o seu final
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
livre arbitrio
paraiba na capital , quem a ti duvida...
és colosso, grande roda e pouco fosso,
em tua história canto e relembro coisas da vida,
que o tempo e o vento me encoraja e me trás moço,
és a melhor parte de quem a ti se explica,
somando quem sabe a nos ensinar em nova língua,
teu nome um estado, que o bem contempla à divina
escutar teu som é lindo, neste grande complexo que se afina,
dizer com o coração quanto se ama esta terra linda
se não és a metade, és o inteiro e mais ainda,
pindorama de cores, fruta de praia,
teu realce alegra em muito minha vida
por mais que mereça, vitorioso, ainda te devo,
tudo que tenho, o dobro e mais ainda
és colosso, grande roda e pouco fosso,
em tua história canto e relembro coisas da vida,
que o tempo e o vento me encoraja e me trás moço,
és a melhor parte de quem a ti se explica,
somando quem sabe a nos ensinar em nova língua,
teu nome um estado, que o bem contempla à divina
escutar teu som é lindo, neste grande complexo que se afina,
dizer com o coração quanto se ama esta terra linda
se não és a metade, és o inteiro e mais ainda,
pindorama de cores, fruta de praia,
teu realce alegra em muito minha vida
por mais que mereça, vitorioso, ainda te devo,
tudo que tenho, o dobro e mais ainda
terça-feira, 17 de novembro de 2009
assunto vencido
o reino da floresta
manda dizer
que a educação não é lazer
tirar floresta pro sustento
foi bem melhor do que alimento
agora já passou o tempo
o que não se tem
não vale o provento
parar quem sabe
não dar a importância
já dá pra proteger
essa pequena mata atlântica
se bem que a coisa é feia
lá pro Amazonas, querem ter o verde
santa ingnorância
manda dizer
que a educação não é lazer
tirar floresta pro sustento
foi bem melhor do que alimento
agora já passou o tempo
o que não se tem
não vale o provento
parar quem sabe
não dar a importância
já dá pra proteger
essa pequena mata atlântica
se bem que a coisa é feia
lá pro Amazonas, querem ter o verde
santa ingnorância
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
leitura sobre a Rua Velha
Rua Velha vou embora dela se já não faça parte
vou-me em tempo,
das minhas sabedorias as minhas lembranças
pois em ti passeio, como o belo hoje,
feito um sol latente curtindo o teu passado
pois se bem em cima de teu asfalto distante
quantas vezes quantas não adormeci cansado,
e pelos números certos de tua convivência
saltei muitas vezes destas acordado,
quantas outras vezes não soletrei destino
em minhas frases curtas feito a labirintos
mas, eram meus os pés que te viam em pedras
na segurança pura de nossas amizades,
corríamos nós quando à contento ouvíamos
de não haver as ninfas cuja rua eu era parte
na continuação do tempo deste um bairro quente
cuja gente havia na ordem desta um presente
e se já em teu progresso hoje bem distante
tão imaculado pela tua solidariedade
o que não só de mim, de outros então se tinha
encanto desta velha vida rara em nossa saudade
e quem não se fez a ninfas que o presente nos muda
corre ainda muitos e é futuro desta leitura rasa
vou-me em tempo,
das minhas sabedorias as minhas lembranças
pois em ti passeio, como o belo hoje,
feito um sol latente curtindo o teu passado
pois se bem em cima de teu asfalto distante
quantas vezes quantas não adormeci cansado,
e pelos números certos de tua convivência
saltei muitas vezes destas acordado,
quantas outras vezes não soletrei destino
em minhas frases curtas feito a labirintos
mas, eram meus os pés que te viam em pedras
na segurança pura de nossas amizades,
corríamos nós quando à contento ouvíamos
de não haver as ninfas cuja rua eu era parte
na continuação do tempo deste um bairro quente
cuja gente havia na ordem desta um presente
e se já em teu progresso hoje bem distante
tão imaculado pela tua solidariedade
o que não só de mim, de outros então se tinha
encanto desta velha vida rara em nossa saudade
e quem não se fez a ninfas que o presente nos muda
corre ainda muitos e é futuro desta leitura rasa
sábado, 14 de novembro de 2009
divida (original)
outros dias neste calendário
será o que será
o par que trai o ímpar
o conjunto que destoa no complexo
outros dias quentes
nestas noites frias
outras manhãs contentes,
ensolaradas neste calendário
o que sobra... sobrará...
o perfeito inferindo imperfeitos
qual contabiliza
o oriente ou o ocidente,
neste calendário
sobrará agostos em lugar de junhos
quem salva ou o que salvará
quem julga ou o que julgará
neste calendário tem-se dias
sem que o ímpar traia o par
será o que será
o par que trai o ímpar
o conjunto que destoa no complexo
outros dias quentes
nestas noites frias
outras manhãs contentes,
ensolaradas neste calendário
o que sobra... sobrará...
o perfeito inferindo imperfeitos
qual contabiliza
o oriente ou o ocidente,
neste calendário
sobrará agostos em lugar de junhos
quem salva ou o que salvará
quem julga ou o que julgará
neste calendário tem-se dias
sem que o ímpar traia o par
divida com dezembro
outros dias neste calendário
outros meses
será o que será
o par que trai o ímpar
será o que será
o conjunto que destoa do complexo
será o que será
dias quentes, em noites frias
manhãs contentes ensolaradas
neste calendário
o que sobra, sobrará
o perfeito infere imperfeitos
indo de um limite a outro
qual contabiliza
o ocidente, o oriente...
neste calendário
sobrará Junho em Agosto
quem salva, quem salvará
quem julga ou o que julgará
neste calendário tem-se dias
tem-se meses
sem que o ímpar traia o par
outros meses
será o que será
o par que trai o ímpar
será o que será
o conjunto que destoa do complexo
será o que será
dias quentes, em noites frias
manhãs contentes ensolaradas
neste calendário
o que sobra, sobrará
o perfeito infere imperfeitos
indo de um limite a outro
qual contabiliza
o ocidente, o oriente...
neste calendário
sobrará Junho em Agosto
quem salva, quem salvará
quem julga ou o que julgará
neste calendário tem-se dias
tem-se meses
sem que o ímpar traia o par
domingo, 8 de novembro de 2009
exitação verde
quanta grandiosidade
quanta confusão
quão rápido é a vida
em tamanha imensidão,
corta-se o planeta,
igual a sentimentos
de poetas,
chorar sonetos
viver de prosas
namorar as letras
e,de fato...
merecer as sérias criticas,
oh verde, oh verde,
deitar na relva
em breve talvez,
seja na melhor da hipoteses
a única beleza da terra
quanta confusão
quão rápido é a vida
em tamanha imensidão,
corta-se o planeta,
igual a sentimentos
de poetas,
chorar sonetos
viver de prosas
namorar as letras
e,de fato...
merecer as sérias criticas,
oh verde, oh verde,
deitar na relva
em breve talvez,
seja na melhor da hipoteses
a única beleza da terra
besteiras declaradas
mudanças climáticas
essa não
o que diria
essa pobre nação
cortando campos
derrubando matas
coitados...
o grande e o anão
e, como fica
o tal enriquecimento,
tirando da terra
para comprar
seu sustento,
o chão
arvores nativas
plantas essenciais,
e la se vai
o globo do cai não cai
... ninguém lhe põe a mão
ninguém lhe põe proteção
essa não
o que diria
essa pobre nação
cortando campos
derrubando matas
coitados...
o grande e o anão
e, como fica
o tal enriquecimento,
tirando da terra
para comprar
seu sustento,
o chão
arvores nativas
plantas essenciais,
e la se vai
o globo do cai não cai
... ninguém lhe põe a mão
ninguém lhe põe proteção
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
toada dos quatro ventos
quatro ventos vivi
a sombra de um galope
pensava... era o meu trote
agora peço moço,
desça-me desta beleza
que a altivez enobreça
e a mim não me traga à ação,
vou-me começando o dia
com pequenas alegrias
que desta sorte, tu sempre me trás a mão,
sou imagem do passado
deste não nego, afortunado,
mais isso não é o retorno,
nem de vivo nem de morto,
digo quase sem jeito,
o amor sempre tem razão
que o céu lhe clareie a missa
e que eu junto lhe diga, mais solto
se de fato estou ou não
à ação do vento, me corta,
me rola o coração,
alegre ou triste nesta toada,
ou em qualquer outra canção
despeço deste momento
com a saudade do abraço
que te carrega a regaço,
como quem dorme de dia
e vive de noite o perdão
a sombra de um galope
pensava... era o meu trote
agora peço moço,
desça-me desta beleza
que a altivez enobreça
e a mim não me traga à ação,
vou-me começando o dia
com pequenas alegrias
que desta sorte, tu sempre me trás a mão,
sou imagem do passado
deste não nego, afortunado,
mais isso não é o retorno,
nem de vivo nem de morto,
digo quase sem jeito,
o amor sempre tem razão
que o céu lhe clareie a missa
e que eu junto lhe diga, mais solto
se de fato estou ou não
à ação do vento, me corta,
me rola o coração,
alegre ou triste nesta toada,
ou em qualquer outra canção
despeço deste momento
com a saudade do abraço
que te carrega a regaço,
como quem dorme de dia
e vive de noite o perdão