cinema de arte
Emma
O peso que suporta a ti
não é o mesmo que suporta a mim
teus cabelos negros ao labirinto
passam o dia a mexer contigo
e eu neste transe angustiado
espero te ver em outras vezes
com meu colarinho ao desalinho
singro a vida como aos teus beijos
e como numa primeira viagem
me degolo ao chão do teu positivismo
e ouço decapitadas noticias
que me ferem aos ouvidos
é em tu que me vejo
ao rastejo do rés do chão
ao choro noturno
e me instigo na aventura
da tua companhia
graças a vida
sobretudo a sorte
o nosso destino percorremos lúdicos
do sul ao norte
amém
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
tempo, tempo
apesar do novo mundo
ser içado a mundo
sua cepa nova ainda em formação
já lemos ou leremos
o nome destes ditos
que vivos ou mortos sem acordar estão,
sem o medo fixo da ordem da vida
sem o medo calmo do progresso, escuridão,
escondidos na tristeza de alinhar-se ao dia
que escondidos na beleza de aninhar-se a noite estão,
apadrinhados como são da sorte e do destino imenso
enumerados e levados enquanto descasos são
enquanto nomes lidos e postados vivos
no entanto mortos mas fincados ao chão
apesar do novo mundo
ser içado a mundo
sua cepa nova ainda em formação
já lemos ou leremos
o nome destes ditos
que vivos ou mortos sem acordar estão,
sem o medo fixo da ordem da vida
sem o medo calmo do progresso, escuridão,
escondidos na tristeza de alinhar-se ao dia
que escondidos na beleza de aninhar-se a noite estão,
apadrinhados como são da sorte e do destino imenso
enumerados e levados enquanto descasos são
enquanto nomes lidos e postados vivos
no entanto mortos mas fincados ao chão
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sob minhas mãos
tu me colores meus sentimentos
como minhas mãos os fazem sob cobertas
meus são teus os sentidos
que afloram sob tua manipulação esperta
e na dança dos prazeres que a vida nos permite
nem tu nem eu somos os mesmos de outrora ou de ontem
se somos vencidos ou vencedores, saberemos
qual mal há então ou haverá, em esclarecer, em vivificar a vida
se na rudeza dela seu final, é e será cada um pro seu lado
e a vida segue em continuada euforia
em sua devida proporção lúdica
tu me colores meus sentimentos
como minhas mãos os fazem sob cobertas
meus são teus os sentidos
que afloram sob tua manipulação esperta
e na dança dos prazeres que a vida nos permite
nem tu nem eu somos os mesmos de outrora ou de ontem
se somos vencidos ou vencedores, saberemos
qual mal há então ou haverá, em esclarecer, em vivificar a vida
se na rudeza dela seu final, é e será cada um pro seu lado
e a vida segue em continuada euforia
em sua devida proporção lúdica
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
tanto no fim, quanto no começo
no universo dos opostos
não certo quanto se apresenta
ou por certo não seria
em cada joão uma maria
o que implica a luz de velas
por vezes complica
ou então pelo contrário
mas, não muito
o que implica, se trombica
se complica no melhor
o que se apresenta, se completa
complementa
se o fim é apenas parte do começo
retroceder é avivar lembranças
e o que interfere, são as desculpas
que escritas torna culpas
pelo meio do complexo,
que na inquietude do verso o reflexo
e o sensato é de alguém,
eleva-se os sentidos
e entra a cadeia olfativa
e em troca o escuro esconde a tudo
e sob lençóis alguém à ronca
come do mesmo aço
arrota do mesmo gosto
no universo dos opostos
não certo quanto se apresenta
ou por certo não seria
em cada joão uma maria
o que implica a luz de velas
por vezes complica
ou então pelo contrário
mas, não muito
o que implica, se trombica
se complica no melhor
o que se apresenta, se completa
complementa
se o fim é apenas parte do começo
retroceder é avivar lembranças
e o que interfere, são as desculpas
que escritas torna culpas
pelo meio do complexo,
que na inquietude do verso o reflexo
e o sensato é de alguém,
eleva-se os sentidos
e entra a cadeia olfativa
e em troca o escuro esconde a tudo
e sob lençóis alguém à ronca
come do mesmo aço
arrota do mesmo gosto
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
tomando os seus como meus
É certo, é fato
se a vaidade esclarece
afirmo e carimbo
num certo escrito a seguir
se não sei eu em qual esquina te encontrei
por certo não fui e nem serei teu rei
ou o imperador do teu reino
este sem fronteira, onde descalço me acho
na altivez de poemas
escritos em monossilabos
escondidos na parafernalia dos decassilabos
vencido pelo punho e cançado
refletindo pena e papel
desses que sem escora
tem seus limites, no zimbo e no leo
nunca foi parido
encarnicado ou engrandecido
nem monta pra lamentar,
como um argueiro uma sujeira
embaixo de um tapete emprobrecido
roto muito bem roido
desses que se vê sem ter visto
dos teus futuros agradar
onde o amor foi crescido
movimentado e doido
uma maquina, um desejar
um sem querer de esperanca
e que agora a vida destranca
você pra lá eu pra cá
e certo e fato passado
que um certo carimbo bem carimbado
me deixou de pernas pro ar
É certo, é fato
se a vaidade esclarece
afirmo e carimbo
num certo escrito a seguir
se não sei eu em qual esquina te encontrei
por certo não fui e nem serei teu rei
ou o imperador do teu reino
este sem fronteira, onde descalço me acho
na altivez de poemas
escritos em monossilabos
escondidos na parafernalia dos decassilabos
vencido pelo punho e cançado
refletindo pena e papel
desses que sem escora
tem seus limites, no zimbo e no leo
nunca foi parido
encarnicado ou engrandecido
nem monta pra lamentar,
como um argueiro uma sujeira
embaixo de um tapete emprobrecido
roto muito bem roido
desses que se vê sem ter visto
dos teus futuros agradar
onde o amor foi crescido
movimentado e doido
uma maquina, um desejar
um sem querer de esperanca
e que agora a vida destranca
você pra lá eu pra cá
e certo e fato passado
que um certo carimbo bem carimbado
me deixou de pernas pro ar