sábado, 31 de dezembro de 2011

instável

impropérios à parte
temos o que queremos ter
ainda que na cópia diária
do nosso merecimento
dados desmembramentos contínuos
chove esperança por caminhos contrários
e na espera eufórica de alguns instantes
sofremos o passado que nos pede o futuro
e ralamos com quem se esforça na luta
para ganharmos tempo pelo tempo de agora
esperando vitória sem termos com quem jogar
e indecisos como somos ousamos criar

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

diária expressão

toda essa liberdade exclusiva
que a vida nos doa a cada ano
tem lá suas surpresas é verdade
tem até euforia junto a mesa
e escrita marcada, onde nela tudo está
até que o inesperado se apresente
e nas ideias e ideais faz seu alojamento
nossos sentidos em reflexo inteiro
não expulsam nossos sentimentos
e na corrida deste fim ao longo
nestes destinos embora itinerantes
afluem dispostos ponto flutuante
e mais eufóricos cheios de vontade
vamos que vamos como um cavaleiro andante
afim de descobrir o impossível
afim de colorir o invisível
afim de se dispor ao horizonte
e corremos sorrateiros e felizes
para cada novo dia que há passado

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

o meu amor imperfeito

outra vez a andar em conhecidas ruas
caio no ridículo do tempo
memórias à parte
e xingo à peito aberto
não reflito à momento
e impropérios à parte
no que ralho, passo o tempo onde estou
mais que zangado
decido pelo não certo
e mais uma vez reflito, sobre reflexos
e erros como estes, passados
até onde irracível, estive e ainda estou
nada tenho a declarar

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

escapada pela janela

sob um sol escaldante
um pastor vigia seus animais
e na elevação do monte
mente à risca
segue bem o que a vista lê
águas à contraste, verdes amarelos
orações em caderno
no tempo onde a fonte se esconde
à saber
longe dali uma criança
escapa por uma janela
alegre e feliz

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

controvérsia

meu tempo perdido foi-se
assim como a doce paixão
uma aurora a procura do tempo
um amor a procura do nada
em férteis terras
em lavouras profícuas
essa escolha difícil
sem retomada
adormece em figuras
com um mesmo alguém
a desejar o tudo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

engavetado

é nesse amar quase molhado
dia a dia com seu fardo
que segue a vida a frustar
e em seu caminho sem intento
passa ao largo sem contento
como se não soubesse onde estar
sua terminação supera
seu conhecimento supera
mas não lhe agrada falar
e no momento fadiga
sem padecer quem o diga
esta na luta a ganhar
e o tempo nem toma conhecimento
desse amor cujo brilho se esconde
bem no tempo do desfecho
bem no avesso do pouco espaço
em sua ausente amorosa
lá onde o tempo quer muda
e não consegue mudar

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

a cor do teu pecado

essa tatuagem justa
onde te merece mais que um sentimento
será ela fruto de nosso rompimento
ou será a máscara da tua delação
como e onde reprovar tal sentido
se na morbidez da dúvida
foste mais que fundo
e escreveste em teu sangue
toda o potente segredo que de mim merecia
sinal dos tempo em palavras grotescas
conexões atemporais
vida privada por um tema solene
desculpas profícuas
em um serviço irrelevante e pérpetuo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A posteriori

sempre me dizes
que meus sentimentos
são puro carvão
que na força do tempo
se desgasta em vão
não percebes,
quanta ilusão
poderia eu te oferecer
quantos mistérios
poderia eu sobrepujar
se nunca deliberamos
refugiarmo-nos em nossos segredos
e emoldurados pelos dissabores
falamos de rancores com palavras doces
vivenciadas por uma existência supra vazia
pecamos por nos escondermos
no turbilhão desta vil paixão

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nem mais nem menos

neste instante
que me é permitido
padeço um pouco do infinito
dou férias os meus sentidos
e faço minhas as palavras
que careço e ouço,
o relato é fruto
do interesse de meu juízo
por ele comento
dou um tempo
e a sobra já é luxo
como um ponto de exclamação
descanço destas palavras que se somam minhas
com um afetuoso até mais
ou até mesmo um até breve
e que este espaço tenha eu e ele
um pouco mais de amor e paz

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

retalhos

A sete chaves
sem nenhum segredo
posto gelado
bem dobrado
como um guardanapo
inseguro
debaixo de uma ideia
sem fronteiras
e atrevido
pinto com esforço
um alvo embaixo da mesa
e me chuto com maestria
para ficar paralisado
em seus braços
mas deixo o amor de lado
como quem deixa
escovas na pia
Soberba

Você me critica
em tudo o que me faz
é cética para novas atitudes
no que me faz crer
que só o espaço será preenchido,
o novo tempo que mareja já a porta
tem seu refúgio escondido em marolas
e apenas o coração lembra
com rara exceção
das vicissitudes dolorosas
de quem tem o fracasso
como bela companhia

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

inoportuno

O que se espera do nada
pena por ser ousado
se quiser ser o seja
se quiser ser valente
sem problema és nada
é oportuno que cumpras
e sejas o que quiseres
malgrado todo o tempo
este que te persegue
agora como um cisco
mais tarde como um grão
e tardiamente como uma pedra

terça-feira, 29 de novembro de 2011

a lei

ainda que sejamos pares
o caminho percorrido
este já não demonstra nosso presente
estamos cambaleantes
como um maratonista ao final do percurso
sem a força física
só a mente nos ajuntando à luta
e para não ficarmos vencidos
nos tornamos nossos próprios vencedores

domingo, 27 de novembro de 2011

comparsas no amor

lembro dos rumores
que frequentavam nossa cama
e da insistência amorosa
que tínhamos um com o outro
quase uma luta num universo inacabado
mais que um sacrifício
uma falta de escrúpulos,
tornados relaxados hoje
nem homem nem mulher
avançam pela idade das descobertas
cobrem-se de lençóis a esconder
um pudor que pouco lhe restou um dia
numa idade indescritível pra um
uma tormenta para o outro

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

monalisa

tento esconder meu amor
deste teu sorriso modulador
tento vivenciar teu passado
com os sentimentos febris
deste amor presente
e cada dia mais
vou te encontrando
dispersa, autoritária, inconsequente
manejo tua aflição
me achando na contramão
do teu querer
e na resposta a priori
sempre tem um resultado
como resto que não agrada

sábado, 19 de novembro de 2011

Entre sabores e saberes

E esse amor intermitente
cheio de palavras díficies
com seu tempo em diferenças
estas que até a distancia
nos parte em sorrisos,
mas que é mudo
pela distancia da língua
muito embora em sentimentos
nos livre das tentações
que a tenção da palavra exije
mas, é um amor que nos livra de ações
e deixa o negativo afastado
amor este cujo momento
sabemos existir
e cujo existir
desde o primeiro momento
é efêmero

pela tua beleza e por este piercing

e este metal preso a porta de tuas palavras
misto de surpresa e emoção
me obriga a dizer com respeito
sou mais velho e mais pesado
que esta tua tentação
sei que é usual em tua vida
que te acorda e te adormece
como um pêndulo às horas
um teu bom amigo
muito embora um adorno
tens com ele um significado
que não passa despercebido
na imensidão desse amor
gozo do teu jeito
como se fosse um abrigo
e morro de saudades
por este e pelo outro do umbigo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

nús

como mergulhar na profundidade da tua ambição
se este azul que colore teus sentimentos
me reporta a felicidade que compartilho contigo
desnudo teus momentos como uma criança vai ao doce
ataco determinado teus pontos mais fortes
e me cubro com o encantamento de nossas ações
estou destemido como um viajante
que enxerga as estrelas a olho nu
e me deixo levar pela emoção que persigo
sem importar pelo pouco perigo que carregas
assim, toda passagem que critico
e que nos envolve,
sai como um forte estertor
atraído pela atenção dos nossos sentimentos
e toda a profundidade tocada
acalma-se

domingo, 13 de novembro de 2011

semper fidelis

branca como a cor de meus sonhos
tão perto está que a almejo
e como o tempo dos visitantes
um brinquedo veloz e distante
em boas mãos que as minhas
não tenha poder ou alcance
a esquiva ou a deriva
onde bata seu olhar
ou onde bata o amar de outros,
para ti sou eu apenas um orador
de termos cujo bom verbo
o é numa boa colocação, uma ânima
um balde de boas palavras
uma boa ducha,
sozinha estas partida na miragem
imagem de uma vida alegre ou abandonada
um souvenir amiúde ao tempo e ao vento
uma paixão localizada
e até uma palavra esquecida
adormecida ou mal empregada
amante do diurno, me trás ao cós
amante do noturno, me trás à narina
és como te louvo,
passos a direita
remadas a esquerda,
uma velha canção
ainda fluida e linda

domingo, 6 de novembro de 2011

portal

Este sonho te pertence
assim como esta rosa
que me engana na cor
estás a um passo de mim
maravilhado ao som do fogo
este que nos aproxima
e procura nos unir
em pequenos detalhes
nos escondem da dúvida
nos limita na vida
nos usufruí do todo
enquanto jovens e vistosos,
doce é o mel que escorre de tuas palavras
e assumem formas fortes e distintas
na entrega e no carinho
que escondes atrás das portas,
conjugá-las em frases mal escritas
me faz senhor de mim
no tempo e na passagem
deste belo momento

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sob a luz dos meus olhos

tentei te ver
sob a luz dos meus olhos
através das lentes azuis do dia
entre o meu ver e estas lentes
tuas atitudes desalinham meu ego
e a minha insistente vontade
a mercê do tão longe e perto,
não venço a distância até você
nem mesmo respeito as ações que projeto,
quero dar importância à vida
e definir nossos objetivos
mas dilaceras minhas ações
e por fim na encruzilhada dos esforços
tangiversas como uma mira
sem achar seu alvo
deixando nosso mundo patético
e eu insatisfeito

sábado, 29 de outubro de 2011

Pecado virtual

Porque não dizer, uma interjeição
e vingou num sorriso simpático
numa relação entre amigos
muito embora nada que interferisse
em nós e nos amigos de hoje
conhecidos de hoje, amigos de agora
muitos, ausentes de atenção
outros, interferência entre mesas
sem idade, sem a incapacidade da reflexão belicosa
até quando...
barulho de copos, inaudíveis palavras
sussuros da intimidade, da música, da memória
a vida é bela e se move em extemporaneidade
com a coragem dos inocentes
com a firmeza dos amantes e na segurança do belo
tudo é atenção na distância que entre nós se pronuncia
tão de perto e tão afastada que o rumo se torna eminente
e a vida que nos dá uma nova chance, nos rouba
sem devolver este tão belo desenho
e assim, seremos nós outra vez
indivíduos

sábado, 22 de outubro de 2011

Vidros

Penso nela
como uma janela
aberta ao horizonte
uma pessoa singular
e eu sendo só o seu plural
quanta pretenção
no discorrer dos fatos
nem sei se sou
sem homem, seu amante ou seu irmão

terça-feira, 18 de outubro de 2011

etecetera

De braços cruzados
como um mestre a ler no horizonte
palavras fúteis de um aprendiz nervoso
pernas ao alto como um déspota vivido
sentado em cadeira rústica
mal consigo dar bom dia
tamanho é o fogo numa manhã de trabalho
excitado pelo destino, congruência a parte
cavalgo no horário agradecido que sou
ao novo rumo que encaminho a vida
embora com medo este que me faz novo
a resistência é meu futuro
e sigo adiante de todos
como um plano tácito
como um programa emergente
grandioso e cheio de astúcia infantil
Aonde o Éden exista

ainda ontem houvesse quem
ainda ontem houvesse vida aquém
ainda ontem houvesse alguém
ainda ontem o Éden fosse aqui
paremos pois ainda ontem paramos
paremos pois ainda ontem outro alguém parado a ficar
paremos ainda que ontem de ordem parados ficamos a olhar
paremos ainda que houvesse o Éden embora não o achemos
paremos ainda que ontem achamos que outro alguém o ache e seja
paremos ainda que nem aqui, nem lá ou aonde exista o Éden
não somos e nem seremos o futuro daqui ou de qualquer um outro lugar exceto o Éden
paremos que ontem não agradamos nem agradaremos alguém nem aqui nem em qualquer lugar
paremos pois,
não agradamos
muito embora
o Éden seja mais embaixo
e lá já esteja alagado

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sensitivo

nosso amor intransitivo
preso a suas ações
como um gatilho
a mercê de suas inflexões
não dá pra desmembrar
e sem puder racionar
fico a mercê de considerações
extra confusões,
transitivas ligações
que alimenta por teu lado
todo a força com que carregas
do sublime que habitas
em nossos corações

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O homem de um braço só

O operário/o homem operado
jazia sobre o asfalto,
jazia operado o operário/o homem
prostado em seu último leito o asfalto
um imperador, um guerreiro, um soldado
jazia o homem jazia o operado
de sua perna uma bolsa presa esborrava urina
mostrava-se indecente naquela esquina
um sol de amônia iludia a multidão
não era um enterro não era um velório
um homem morto jazia visível ao chão

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bailarina

Tão leve e absoluta reina em maestria nos altos
como um coração forte absorve seus saltos ao chão
rodopios elípticos e estéticos revelam a perfeição
o estudo anunciado encobre a oração atendida
no tempo e na evolução do momento
a descoberta na leitura do jogo da vida
o repouso é ação, é sucesso e frustação
em corpo pequeno voa e leva a moça leve em seu reino
descansa em braços fortes, em mãos fortes,
onde todo encantado tem hora para acabar

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fugas

deste tempo ao bem
e a rédeas soltas
me fizeste ver
que como uma escrita negativa
passei do sim ao não
na intempérie que me restou
nas folgas que nunca usei
grudei-me, porto intrínseco
na expectativa do certo
então agi
criei trabalhos, auferi resistências
sem cobrar,
sem cobrir-me
numa escrita positiva
postei-me ereto
e passei do não ao sim
tua visão turvou-se
e abriu-se para mim
como uma defesa,
minha postura já não era igual
com minhas rédeas soltas
lia o destino que para mim escrevias
por princípio acéfalo, falso destino
dei-me por finalizado
como um tempo vivido
justo e tão bem
hoje já não mais
demora

Coração despedaçado
o que esperar de nós
Se a vida sangra
e todos ao largo
felizes estão,
e o que de melhor nos acompanha
muito embora esteja fora de ti
sempre esta contigo
e com teu coração partido
quem sabe de nós nesta hora
duvida de tão conturbada existência
pois que tenha a certeza
que despedaçado estamos
todos que no amor acredita

velho

sem pertencer aos lobos
sem pertencer aos cordeiros
na duvida da nossa existência
são poucos os reflexos
que a mim incomoda
acho que a idade nos faz ser forte
nos faz pensar positivo,
e pensar que a tempos
um mar revolto de sentimentos
fluiria das nossas ideias
dos nossos complexos,
pois concretos são os hiatos
que nos conforta
sem pertencer aos lobos
sem pertencer aos cordeiros

sábado, 17 de setembro de 2011

viés

Entraste em minha vida
como palavras ao vento
efémeras
desolado fui tocado a seco
e sem definir os passos
sem ousar avanços
ameaçado pelo laconismo
não acompanhei a tua aventura
e sem caminhar, melhor sem buscar
na tua ventura as trilhas mais conexas
me permití caminhar a esmo
sem acreditar nas emoções
sem creditar sentimentos a relação

sábado, 10 de setembro de 2011

esforço

o operário operado
jazia prostado
em seu leito, o asfalto
morte por todos os lados
ao vento,
o operário morto sedento,
de vida e suor de frio e medo
já não lhe repousa, tal esforço,
parado no tempo
o corpo inerte em chão poeirento
jazia outra vez, de outra maneira
o operário operado
morto de carro ou correr
jazia de vida vazia e viver

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Carlos e a palavra amiga

Estive com Carlos quando doente estava, operara o joelho para reparar uns tais meniscos, assim havia optado por não poder mais andar, o importante é poder caminhar, Carlos não era mais uma criança optara por restabelecer seu jeito de andar, assimilava a idéia de que viver é tecnicamente correto quando na base da integridade está a saúde, havia se convencido que mais dia menos dias teria que abrir na sua perna aquela cicatriz, se quisesse feliz ficar, Carlos não aguentava-lhe mais a perna e inconformado reduzira suas idas a fisioterapia, embora doente se imaginava mais jovem, bem o era, mas, só no psicológico, porque com a idade seus cabelos e seu peso logo o denunciava, já não conseguia enganar seus netos, que costumeiramente lhe puxava as orelhas, com seu joguinho particular de colheita - o futebol; jogador clássico, Carlos fora o tipo que entre novas e velhas amizade qualquer um lhe queria em seu time, isso ficava claro depois de jogar contra ele, sujeito ao simples, muitas vezes Carlos emprestara sua alma ao futebol, levando consigo uma multidão de amigos, amigos resistentes a perdas e a vitórias. Carlos sabia que sairia desta vitorioso, como foi. A operação lhe fora um sucesso e estabilizado pode sair tranquilo daquela unidade hospitalar, onde na porta já havia um automóvel do complexo pronto para levar ele para sua residência. Ao chegar ao carro voltou a cabeça e esboçou um sorriso irônico e na tentativa de dar adeus levou a mão ao peito e foi-se com seus 17 novos amigos operados, para casa onde o todos seus familiares o esperava felizes. Carlos viveu muitos anos.

domingo, 4 de setembro de 2011

sonho após sonho

ainda ontem sonhei contigo
aflitos, suscitos, em vão
tive em ti grandes janelas do tempo
destas não escreví, não as vivi, ainda
meus sonhos são tuas obras
aonde me deixaste
se no pudor da minha cama
a grande rosa branca que vivifica meus sonhos
está sob pesadas pálpebras
aonde me recuperaste
se nesta imensidão vazia
pouco tenho eu pra te dar
ainda ontem sonhei contigo
sonho de aflito, recorrente
que se perde na grande escala do tempo
ainda ontem sonhei contigo
e te encontrei amando


dream after dream

I dream of you yesterday
afflicted, raised in vain
large windows in you had time
these do not write, not lived yet
My dreams are your works
where you left me
in the modesty of my bed
the great white rose that quickens my dreams
is under heavy lids
where to recover
in this empty vastness
I just have to give you
I dream of you yesterday
dream of distress, recurrent
that is lost in large-scale time
I dream of you yesterday
and I found love

terça-feira, 30 de agosto de 2011

cinema de arte

Emma
O peso que suporta a ti
não é o mesmo que suporta a mim
teus cabelos negros ao labirinto
passam o dia a mexer contigo
e eu neste transe angustiado
espero te ver em outras vezes
com meu colarinho ao desalinho
singro a vida como aos teus beijos
e como numa primeira viagem
me degolo ao chão do teu positivismo
e ouço decapitadas noticias
que me ferem aos ouvidos
é em tu que me vejo
ao rastejo do rés do chão
ao choro noturno
e me instigo na aventura
da tua companhia
graças a vida
sobretudo a sorte
o nosso destino percorremos lúdicos
do sul ao norte
amém

terça-feira, 23 de agosto de 2011

andando em pelos

quando a tormenta nos procurar
nos desesperar em nossa sensatez
vais a primeira moça da janela
e em sussurros diz a ela
o que ouvistes em tuas frias noites
diz-lhe que em tuas vigilias
tu a cobriste com a mesma noite
e o mesmo amor que escureceu seu veu

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

tempo, tempo

apesar do novo mundo
ser içado a mundo
sua cepa nova ainda em formação
já lemos ou leremos
o nome destes ditos
que vivos ou mortos sem acordar estão,
sem o medo fixo da ordem da vida
sem o medo calmo do progresso, escuridão,
escondidos na tristeza de alinhar-se ao dia
que escondidos na beleza de aninhar-se a noite estão,
apadrinhados como são da sorte e do destino imenso
enumerados e levados enquanto descasos são
enquanto nomes lidos e postados vivos
no entanto mortos mas fincados ao chão


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

sob minhas mãos

tu me colores meus sentimentos
como minhas mãos os fazem sob cobertas
meus são teus os sentidos
que afloram sob tua manipulação esperta
e na dança dos prazeres que a vida nos permite
nem tu nem eu somos os mesmos de outrora ou de ontem
se somos vencidos ou vencedores, saberemos
qual mal há então ou haverá, em esclarecer, em vivificar a vida
se na rudeza dela seu final, é e será cada um pro seu lado
e a vida segue em continuada euforia
em sua devida proporção lúdica

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

tanto no fim, quanto no começo

no universo dos opostos
não certo quanto se apresenta
ou por certo não seria
em cada joão uma maria
o que implica a luz de velas
por vezes complica
ou então pelo contrário
mas, não muito
o que implica, se trombica
se complica no melhor
o que se apresenta, se completa
complementa
se o fim é apenas parte do começo
retroceder é avivar lembranças
e o que interfere, são as desculpas
que escritas torna culpas
pelo meio do complexo,
que na inquietude do verso o reflexo
e o sensato é de alguém,
eleva-se os sentidos
e entra a cadeia olfativa
e em troca o escuro esconde a tudo
e sob lençóis alguém à ronca
come do mesmo aço
arrota do mesmo gosto

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

a voz

um dia
abandonado do todo perceptivo
abandonado estudado, revirado
desato o nó
este que ora
levanta à soberba
e um dia
cujo passado
absorve e influi
derivado de astúcia e sabedoria
reviro os livros
e carrego deles
a língua que grudada ofende
e me visto de ofertas
cujas letras consigo pagar

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

tomando os seus como meus

É certo, é fato
se a vaidade esclarece
afirmo e carimbo
num certo escrito a seguir
se não sei eu em qual esquina te encontrei
por certo não fui e nem serei teu rei
ou o imperador do teu reino
este sem fronteira, onde descalço me acho
na altivez de poemas
escritos em monossilabos
escondidos na parafernalia dos decassilabos
vencido pelo punho e cançado
refletindo pena e papel
desses que sem escora
tem seus limites, no zimbo e no leo
nunca foi parido
encarnicado ou engrandecido
nem monta pra lamentar,
como um argueiro uma sujeira
embaixo de um tapete emprobrecido
roto muito bem roido
desses que se vê sem ter visto
dos teus futuros agradar
onde o amor foi crescido
movimentado e doido
uma maquina, um desejar
um sem querer de esperanca
e que agora a vida destranca
você pra lá eu pra cá
e certo e fato passado
que um certo carimbo bem carimbado
me deixou de pernas pro ar

sábado, 23 de julho de 2011

inconteste

nosso amor inconteste, jovem
não agride, não ultrapassa
a misericórdia predomina em justo
e por outras palavras procuramos a paz
e por outros olhos procuramos a liberdade
um novo clima nos surpreende
surgindo como um som marcial,
entre nós e nosso amanhecer
um convívio nada animador e sem coragem
para enfrentar o frio do poder
nos remete a insegurança do novo, dos fortes
e a debalde a vida segue

terça-feira, 19 de julho de 2011

até a fonte

nesta jornada
toda manhã é radical
pois imprime a imagem
que se gasta durante o dia
o excesso de zelo
é a carga do domínio
e no lastro das intenções
renova-se a esperança
nas diretrizes opostas
nela construímos nosso mais genuíno
mas a troca de lugares que a sombra projeta
tem diferenciado nosso objetivo
se temos nossos designíos amarrados no coração
quem perpetua a fonte do nosso direito
e empurra os mistérios do viver pra frente

quarta-feira, 13 de julho de 2011

livre de coragem

paraíba na capital , quem a ti duvida...
és colosso, grande roda e pouco fosso,
em tua história canto e relembro coisas da vida,
que o tempo e o vento me encoraja e me trás moço,
és a melhor parte de quem a ti se explica,
somando quem sabe a nos ensinar em nova língua,
teu nome um estado, que o bem contempla à divina
escutar teu som é lindo, neste grande complexo que se afina,
dizer com o coração quanto se ama esta terra
se não és a metade, és o inteiro e mais ainda,
pindorama de cores, fruta de praia,
teu realce alegra em muito a vida benvinda
por mais que mereça, vitorioso, ainda te devo,
tudo que tenho, o dobro e mais ainda

terça-feira, 12 de julho de 2011

medo

um quadro
época de romantismo
em cada esquina, um plano
seu, outrora pleno
sofre destes por engano
surpresa à noite
tua emoção não falha
com seus mistérios
a vida livre a deriva
sem mar, sem adeus
a distância, o fardo, a tinta
e eu branco pelo terror
me deixo levar pelo filme frio
e em minha pele calafrios
anunciam o medo

quarta-feira, 6 de julho de 2011

menestrel

não acredito
beleza tão displicente
em frases desconexas vives,
onde esta teus sentidos
em meus sentimentos talvez
em meus sentidos não certo
e em meio aos teus grunhidos
minhas frases feitas ouço
e interino navego em ti
como se fora eu tua realeza
para júlia (em três palavras)

um sentimento danoso
me enche de dores
pelo peito, cabeça e membros
e me derruba
tal uma sangria forte e mal cheirosa
que ao relento se deixa secar
não poderia passar ao res
sem recordar palavras
estas que de bocas sãs fluem
e me ponho a profundo pensar
e meus olhos colhem os desvios
e eu generalizando pela imensidão do trabalho
recuo ao fitar o horizonte
e através de janelas vou
enfileirando bandeirinhas ao pátio
que tremulam em brilho fulgás
e no mistério dito de momento
num louco e insensato tempo
um tempo de amar
que alguém a todo galope
cavalga agora sei
sem apor-se ao brilho
das minhas idéias, dos meus ideais

terça-feira, 28 de junho de 2011

onde o tempo nos deixar

nosso amor é um bem
pena para os últimos vinte anos
não o tenhamo-nos acompanhado
vivemos sobre rixas leves e profundas
como agora a tocar-te
há trancado em nossos corações
pedaços refratáveis cuja cola
não justifica seu propósito
nossa timidez é mais forte
e nossas justificativas vencidas são
não há retorno é verdade
que estampada em flores nos colore
nosso orgulho é menor
porém mais forte e impecável

sexta-feira, 24 de junho de 2011

indefinido tempo

cheiro de alecrim
vida sobre a mesa
e no ambiente
um sentimento
apenas um sentimento
a nos dar consistência, nosso momento
nossa historia, a vida virou palco
e manifestada jaz, a força sobre o corpo
os interesses dividindo a intimidade
a vida sobre a resistência
latente em grande intimidade
sobra amor por aquela sombra
sobra pensamentos sobre aquele caminho

quarta-feira, 22 de junho de 2011

adeus, adeus

ela disse adeus
correndo contra o vento
a mercê da história
um dia, diria
mala sorte a grita
e pinba...
o adeus virou adeus adeus
um belo gesto dez anos atrás
vendendo flores
a florista fazia a vida
de bar em bar
de adeus a adeus

terça-feira, 21 de junho de 2011

resolva-se

tem gentes cujo traseiro
preserva a fé do povo,
levanta para no amanhecer
escutar o silêncio da vida,
ora, porque escrever
se ao tomar assento
encolhe-se como um cabeca de terra
outrossim, abrandaria qualquer voz
se não a minha, a tua meu próximo
ou qualquer outra,
ao relento pintam-se às(craseado) cores
em ofertas cativas (meu tempo)
nelas negros rostos
sorriem cansados feito mulas
e, um pais tao grande
tomado pela escrita,
urge uma rosa?

(escrito numa segunda-feira)

domingo, 19 de junho de 2011

aerofotografando

para que tanta pressa
somos um momento e além deste
nada nos impressiona
não mais que nossos sentimentos
apenas os altos e baixos
de nossa relação
e que nos distancia
da nossa verdade
tão somente

quinta-feira, 16 de junho de 2011

escrita secreta

conto nos dedos amor
os positivos deste nosso afair
os mergulhos de nossa relação
incasáveis mergulhos
são leves os fardos
que ao vento desmoronam
a importância destes mergulhos
no tempo e na distância estão
somos como aves perdidas
que abandonam seus ninhos
para fortalecer a vida
avante então, chegaremos à praia

domingo, 12 de junho de 2011

transparente

fria como uma gota dágua
segue em sentidos negados
orvalhando teu caule em infinitos
o que por soberba reconheces falho
e quando desapontada percebes o retorno
sensitivo instinto brota na campina
e recolher perene como uma brisa
um sentimento ébrio deste assoberbado
e na tua ralha o que enturmece excita
numa roda ao fogo deste e em outros malhos
LUZES

ENTRE ÁRVORES
VEREDAS ME DÁS
COMO QUEM PINTA
E FIGURA UM SENTIDO
E A VIDA
NUM MARRON QUE ALHEIO
SE ALIA AO AMARELO DO OURO
SALVA O TEMPO EM VIRTUDES
DEVANEIOS
RE(FLE(PAR))TINDO O SUCESSO
DO TEMPO PASSADO

sexta-feira, 10 de junho de 2011

sombra

uma imagem cravada
na imensidão imerecida
revelaçâo de nosso amor
que dorme como um bem querido
exalta deste um passado
como quem desafia o tempo
um tempo longo e estampado
pela indiferente ousadia
que vingou num dia claro
cuja copia hoje é
um rico produto inacabado

sábado, 4 de junho de 2011

Rosa

parado no tempo
nosso amor sem progresso
sem diálogo
a meio pau, filosofa
não perece
como uma rosa que foi
ou ao vento esta
inerte e viva
colorida e audaz
livre e bela
abstrata é sua presença,
frente ao tempo forte,
concreta

segunda-feira, 16 de maio de 2011

negro

amiúde com o tempo
arquivos e programas passam a contento
neles escrevo o que evapora
a noite e o rumo dela
que se persegue com o dia
a manhã tão formosa quanto bela
esconde-se em meu silêncio
e me faz curvar-me
sobre todo o tempo entornado
mas tranquilo de cocoras durmo

sábado, 14 de maio de 2011

branco

num papel branco e vazio
tento clonar meu amor
as arguras que passo,
sem o tempo na noite
procuro em meu leito
o frio que tu escondes
e o deixo repouso em argumentos
e mil palavras amor no desafeto
é pouco pro nosso alento

segunda-feira, 9 de maio de 2011

vivência

Respeito é bom e eu gosto
durmo em cima dele
como dorme a musa de cinema
e espalho a quatro cantos
que eu que sou o culpado
não pelas penas dos outros
mas por escrever poemas
quando devia dirigir cinema
trabalhar mulheres de minha vida
e não criticar elas por vidas plenas
enquanto a chama de outros permitir
escrever no branco o que qualquer outra cor assintir
e dizer sim conquanto não atrapalhe o não
viver é amar, viver é ser amado

sexta-feira, 6 de maio de 2011

tantas vezes melhor

Me impressiona
teu amor a quantos mistérios das
o que te envolves em calafrios
e na dormência me rouba de ti
em castelos mal construídos
vives a mirar-me
como quem mira
um assento vago num trem de metrô
me desaponta a largura deste amor
e o fim que recebe

terça-feira, 26 de abril de 2011

Clone de mim

Você é minha substituta
embora eu não queira ser seu
muitas vezes o vento me atrai
e suas lembranças tomam
o lugar das minhas
desta forma eu desdenho
e tomo o tempo
em torno do que celebro
como enfeitiçado pelas horas
que em circunstâncias outras
não teriam dono
vago em devaneios

quarta-feira, 20 de abril de 2011

(in)natural

fruto de amor insensato
Atos e fatos
desconectam minha voz
amor que a natureza não amamenta
e nem impede de frutificar
cria de desafetos e improváveis sucessos
outrora vivos e conexos
morto por sorte ou sorteio
imposto pela intempérie no tempo
este que não aconselha e não impede
de amores convictos passar

sexta-feira, 15 de abril de 2011

o poder da palavra

mal balbucio teu nome
e já me falas de ontem
se o bem ainda há
e só o amor ainda persiste
e eu te digo com suspiros de amor
na dúvida a vida suscista

quarta-feira, 6 de abril de 2011

à mesa

ainda que te escondas
sob palavras fortes
o sentimento é maior
e a vida derrama sobre ele
a visão da verdade
e sob a acolhida do destino
o bem prevalece
e desafios sentidos no dia a dia
são derrotados
com o esquecer dos maus momentos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

rondas

entre rondas e trapaças
tropeços e cambalhotas
nosso destino
vai se delineando
numa rotta intriseca e varonil
ainda assim teimo por manter de pé
este amor que por via das dúvidas
sacrifica nosso conhecimento
e aporta em outros portos
como um navio à segurança

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sob suspeita

Sem nenhum complexo
todos os descaminhos
atribulados ao nosso amor
seja em qualquer língua
refletem as incertezas
que procuras cobrir
não é novidade nenhuma
que toda a estima que ousamos
estão direcionadas em conformidade
com nosso passado
porquanto nossos caminhos
estão sempre descontinuados
não há transparência
que aguente nossas retas divididas

quarta-feira, 16 de março de 2011

velhas canções novos sentidos


é no mesmo sentimento
causador de nossos descompassos
que o sabor de antigo
nos antecipa os passos
como um rótulo à luz
velas acessas na cura de nossas feridas
vivemos uma canção
tão conexa que violinos
se calam na intensa via
que todos chamam de amor
e balbuciamos canções
que nossos sentimentos não compram
azul no infinitivo

quando me envolvo neste teu azul
sinto as notas no ar
como o macio do teu cabelo
às ondas
me perco neste encantado labirinto
doce devaneio de ondas perdidas
quanta calma um dia oferecestes
quanto o poder do infinito
nesta calmaria solene e divina
regojizo este tempo
em confronto com o passado
onde atrás de qualquer espaço
esteja eu em teu futuro

domingo, 13 de março de 2011

Dois por um

histórias mil
ousamos passar
nesta calma brisa
de uma suave manhã
homens trabalham
num esforço útil
mulheres com seus afazeres
no ganhar a vida
um sentimento nobre
e não conheço alguém
menos suspeito pra falar
do que o amor pode provocar,
conselhos ouvem-se a mil
alguns transformam-se em ações
mas o amor, ah o amor
este... intui-se
a intensidade é a sua sustância
ou seu abandono

sábado, 5 de março de 2011

amantes

em caminhos descontinuados
relembro, não és uma estrela de fato
permaneço ao teu lado
como um cão na cova do dono amigo
te amarei assimétricamente
assim como o tempo que te ofende
perpetuando o perpetuado
cantarei os teus noturnos
sendo a dádiva do teu futuro
nesse universo somado
gastarei as pontas dos dedos
me tornando quem não quero
para viver ao teu lado


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lovers

Discontinued in ways
I remember, you're not a star in fact
stand by your side
As a dog owner's friend in the hole
'll love asymmetrically
and the time that offends you
perpetuated perpetuating
sing your night
being the boon of your future
added this universe
spend your fingertips
making me who do not want
to live by your side

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los amantes

No incluida en formas
Recuerdo, no eres una estrella, de hecho,
estar a tu lado
Como amigo propietario de un perro en el agujero
'll amor asimétrica
y el tiempo que le ofende
perpetuado perpetuar
canta su noche
siendo el don de su futuro
agregó este universo
pasar sus dedos
me hace que no quieren
a vivir a tu lado

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amoureux

Abandonnées de manière
Je me souviens, tu n'es pas une star en fait
à vos côtés
Comme ami propriétaire d'un chien dans le trou
«ll amour asymétrique
et le temps qui vous choque
perpétuent perpétuer
chante ta nuit
être le bienfait de votre avenir
a ajouté cet univers
passer vos doigts
me faire qui ne veulent pas
de vivre à vos côtés

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Liebhaber

Ausgelaufene in einer Weise
Ich erinnere mich, du bist nicht ein Stern in der Tat
Stand an Ihrer Seite
Als Hundehalter Freund in das Loch
'll Liebe asymmetrisch
und die Zeit, die Sie beleidigt
verewigt zu verewigen
singen deine Nacht
wobei der Segen für Ihre Zukunft
hat dieses Universum
Verbringen Sie Ihren Fingerspitzen
macht mich, die nicht wollen
an deiner Seite leben

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Toda a sorte está em você

Sim sou permissionário
por não ter na presença
a vida que a juventude impunha
sim sou anarquista
por considerar
que ao pé da letra
a vida é mais emocionante
quando o riso toma
conta da nossa intimidade
sim sou monastérico
quando nossos segredos
são aventados na turbulência
do dia a dia
e sim sou um amante
pois nestes paradigmas
o que os configuram
são os mistérios que ousamos
viver o que ousamos vivenciar

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

engano

Então foste um dia
como meu coração
que se abriu numa noite,
na esperança de que o amanhã
não se desse por vencido em negros dias
e que em felicidade não disputasse com teu amanhã
uma crise sem vencidos sem vencedores

foste com um orvalho numa manhã sangrenta
sem contagem ao regresso da disputa honrosa
e levaste sem consideração a força do espelho
que a amizade carrega

molhaste com falsas lágrimas toda a súplica
que não poderia ser dita em emoção distante
muito embora ao cair da tarde em relvas verdejantes
ousastes pensar em tornar regresso
todo o arrependimento que insidioso
te confortava com louros e glórias

mergulhastes num poço sem fim e sem clemência
optando pela dificuldade dos sozinhos
os que caminham procurando luz onde não existe
foste enfim má como um novelo de lã
que nada cobre sem a força do esforço humano
e suas intricadas teias naturais

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

bons tempos

e o tempo corria
corria o tempo sobremaneira
investindo no espaço que lhe cabia
somando devaneios ia o tempo
realizando sonhos ele ia
a pleno deleite
como corria
ia o tempo e o tempo ia
em transverso
diverso e sorrateiro
ia o tempo a mil
investindo no espaço que lhe cabia
ia o tempo, o tempo ia

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

As margens do nosso amor

Embora saibamos
que nosso universo é indivisível
ouvimos outras canções
canções que nos emocionam
e nosso amor torna-se individual
associados a nossas críticas
à universalidade dos outros
caminhamos juntos
e esperamos o tempo da união
muitas vezes uma união solidária
dessas que nos remete a liberdade

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

correntes

então nossas juras
enfim calaram,
na praia enfim
como o agora fosse o já
jazemos nós
cansados, exauridos
de nossa abnegação
à luz do sol
que nos tira, nos tirou
e o ânimo deixou-nos,
passemos a nova fase
pois os desafios
nós os derrotamos
deixando-os alí
na distância percorrida

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Períodos

meu relógio com seu clic clic
me faz permanecer enclausurado
com esse tempo parado
num colchão quente agasalhado

a lua me dá o que vivo
com sentimentos nostálgico
um ambiente tranquilo
num tempo quase mágico

repouso do sol, até do tempo
me apronto pro dia
a esperar no início
o conforto do ter
assim é viver

tenho um bom dia à luta
embora não como eu queira
até mais do que mereço,
sorrisos brotam
e alguns rostos se esgueiram
mas sem aguar ou enxugar,
meu relógio com seu clic clic
é que me apronta

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

visão

infinito
universo
aqui acaba
o tempo a passos largos
o cabelo alvo
te deixo aqui
pois aqui acaba

infinito
universo
aqui acaba
indiferente a moldura
que sustenta, sustentará
o tempo que filtrei
na tua foto recente
pois aqui acaba

infinito
universo
aqui acaba
o início da manhã
as flores de você
no caminho do amanhã
pois aqui acaba

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Amor virtual

se isto não é o fim
que fim haveremos de ter agora
o da coragem dos novos
o do receio dos velhos
da precaução dos sensatos
temos visitado nossa sensibilidade
com a frequência dos desesperados
a temos dado muito de nós
na ambição dessa relação
que fim teremos
se empregamos o amor as escondidas
a vida passa depressa, insensível
e nesta batalha tão desigual
o tempo só espera um aliado
quiça saíamos desta refrega, amigos

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Virtual love

if this is not the end
so that we may have now
the courage of the new
the fear of the old
the sensible precaution of
We played our sensitivity
with the frequency of the desperate
to have given us very much
ambition in this relationship
so that we
if we employ the hidden love
life goes fast insensitive
and in this unequal battle
waiting time only one ally
maybe we went out this melee, friends

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Virtuelle Liebe

wenn dies nicht das Ende
so dass wir nun
den Mut der neuen
die Angst des alten
die sinnvolle Vorsichtsmaßnahme
Wir spielten unsere Sensibilität
mit der Frequenz des verzweifelten
gegeben haben uns sehr
Ehrgeiz in dieser Beziehung
so dass wir
wenn wir beschäftigen die verborgene Liebe
das Leben geht schnell unempfindlich
und in diesem ungleichen Kampf
Wartezeit nur ein Verbündeter
vielleicht gingen wir dieses Nahkampf, Freunde

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Virtual amor

si este no es el final
para que podamos tener ahora
el valor de la nueva
el miedo a la antigua
la precaución razonable de
Jugamos nuestra sensibilidad
con la frecuencia de los desesperados
que nos han dado mucho
ambición en esta relación
por lo que que
si empleamos el amor oculto
la vida se va rápido insensible
y en esta batalla desigual
tiempo de espera sólo un aliado
tal vez fue este cuerpo a cuerpo, los amigos

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amore virtuale

Se questa non è la fine
in modo che possiamo avere ora
il coraggio del nuovo
la paura del vecchio
la precauzione di sensato
Abbiamo giocato la nostra sensibilità
con la frequenza dei disperati
per averci dato molto
ambizione in questo rapporto
quindi abbiamo che
se si impiegano l'amore nascosto
la vita va veloce insensibile
e in questa lotta impari
tempi di attesa un solo alleato
forse siamo andati fuori questo corpo a corpo, gli amici

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Amour virtuel

si ce n'est pas la fin
afin que nous puissions maintenant
le courage de la nouvelle
la crainte de l'ancien
la sage précaution de
Nous avons joué notre sensibilité
avec la fréquence des désespérés
de nous avoir donné beaucoup
ambition dans cette relation
afin que nous
si nous employons l'amour caché
la vie va vite insensible
et dans ce combat inégal
temps d'attente un seul allié
peut-être nous sommes sortis de cette mêlée, les amis

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sábado, 29 de janeiro de 2011

intempéries

A sombra de um navio cargueiro
a luz de uma pequena fogueira
os embarcados divertiam-se,
a espiá-los um vigia à vigia
estaziava-se com a alegria destes

seguindo seu passeio noturno
a colombina, cautelosa
procurava algum parceiro
naquela noite especial

e todos enfim objetivados
ganhavam ar de despojados
muito embora saciados
pelo ar da maré que suas ventas
teimavam em receber

desobrigados pois de atitudes civil
jorrava diversificidade naquele ambiente
e na mescla do despojamento comum
quem ganhava era a vida

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

interlúdio

a distância
põe em nossos corações a dúvida
porque em algum momento
pensamos em desistir
no tempo de decidir
tempo de inicio com visão de final
a distância e o silêncio
estes nos faz por cartas sobre a mesa
para que possamos entender
na realidade definida
o que o amor nos faz pensar
o tempo da chagada e suas intempéries
nos faz olhar e até dizer
uns com tantos, outros com nada

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Peregrino coração

Meu coração peregrino
teima em te encontrar nalgum caminho
mesmo que o tempo companheiro
me diga o quanto custa se te vejo

este coração pobre de ninho
gosta de ouvir tuas lições
embora por destino ou por caminho
seja o mais dificil em emoções

o coração impõe seu rumo em destino
muito a contragosto das canções
para ele breve é o tempo em desalinho
mesmo quando em outros corações


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Pilgrim Heart

My heart pilgrim
stubbornly to find you in some way
same time that the companion
tell me how much it costs to see you

this poor heart of nest
like to hear your lessons
although by destination or path
is the most difficult of emotions

the heart requires its way into destiny
much to the chagrin of the songs
for it is the brief time in disarray
even when other hearts

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corazón peregrino

Mi corazón peregrino
obstinadamente a encontrar de alguna manera
mismo tiempo que el compañero
dime cuánto cuesta verte

este pobre corazón del nido
gustaría escuchar sus lecciones
aunque, por destino o la ruta
es el más difícil de las emociones

el corazón necesita su camino hacia el destino
muy a pesar de las canciones
porque es el breve tiempo en desorden
incluso cuando otros corazones

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cuore pellegrino


Il mio cuore pellegrino
ostinatamente di trovarti in qualche modo
tempo stesso che il compagno
mi dica quanto costa vederti

questo povero cuore di nido
piace sentire le tue lezioni
anche se la destinazione o il percorso
è la più difficile delle emozioni

il cuore richiede la sua strada nel destino
con grande dispiacere delle canzoni
perché è il breve tempo nel caos
anche quando altri cuori

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

rememorando

nos livre da coragem e de todo mal

paraiba na capital , quem a ti duvida...
és colosso, grande roda e pouco fosso,
em tua história canto e relembro coisas da vida,
que o tempo e o vento me encoraja e me trás moço,
és a melhor parte de quem a ti se explica,
somando quem sabe a nos ensinar em nova língua,
teu nome um estado, que o bem contempla à divina
escutar teu som é lindo, neste grande e velho complexo que se afina,
dizer com o coração quanto se ama esta terra, é linda
se não és a metade, és o inteiro e mais ainda,
pindorama de cores, fruta de praia, descanso do sol
teu realce alegra em muito minha vida
por mais que mereça, vitorioso, ainda te devo,
de tudo o que tenho, quando tenho, o dobro e mais ainda
(in)finitamente melhor

um após outro
foram momentos sagrados
e a procura valeu
num dia que nunca existiu,
provavelmente uma história, seria contada
com tintas frescas e fixaria nela mesma
uma interrogação, uma cantoria,
uma construção desfazendo-se
como um pensamento dúbio,
tomado pelo brilho,
exemplo visto na ribeira de um rio
como o peixe brilhando direcionava-se
neste tempo senhor de qualquer destino
e que colhido pelas horas, pela mistura dos motivos
necessitava viver e frutificar-se por outros

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nossas brigas em intimidade exposta

Quantas gotas vou derramar
em súplica pela tua natureza
tão selvagem inóspita e irregular
não há comigo solução

quantas dessas estranhezas naturais
vou remediar comigo
por não obter uma solução
a contento do que se impôs amiúde

qual a natureza dessa passagem
se na intenção de te acompanhar
desamarro tua índole
e caio no teu ventre
como quem desamara uma fragata ao mar

já interpus tudo que pude
dialoguei todo meu francês
e tu ainda assim não da entendimento
a minhas súplicas nem as minhas intenções
tão desarmadamente culpadas

dar voltas num ponto tão plano
dar nós numa reta tão dimensional
dar um açoite para que o dia não se transforme em noite
e de nada estaremos paralelos, a contento

haverá de haver como hoje
um diálogo tão aberto e tão profundo
como a desculpa que estranhamos agora
e que vencemos com dificuldades

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

espaço sobre espaço

pois é
enfrentar o tempo
despir o mito
não é fácil
valer o todo
num espaço ausente
numa realidade (in)transparente
na filosofia do todo dia
então é bom dia ou...
o perdão avança
realiza progressos
neste fosso há um nada
nem visível, nem (in)risível
pois é... (e chamar é chamar)
contudo há uma parada (palavras são palavras)
define sucessos
um espaço
uma recíprocra
uma tela perdida
pois é...
a madeira pobre
ainda bóia
flutua leve e apodrece

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

espaço

apenas um quadro
com paisagens amorfas
na parede do meu quarto,
achava que era o fim
mas não o tirava dali
nem por um bom começo
nem por um fim dantesco
repercutia em minha história
como prova cabal do desejo
do enclausurado desejo
as cores poluídas
ou possuídas como noturnos
escondidos em papel forte
e desconhecidos
rabiscos de coragem
que tendiam me enganar
quando por sobre o tempo
eu os lia, eu os relia