nem sei quantas vezes
amanhecí em outros sonhos
no caminho desta riqueza
pude revolver a terra
e repensar a vida,
de mão em mão
aportei em calmarias
tal qual ducha íntima
solidária com seu dono,
fiquei muitas vezes
obscurecido pelo reto saber
e outras tantas me iluminei
com a fantástica experiência
assim, noites frias passo
acordado na escrita desta solidão
muitas vezes conquistada
no concreto da reflexão
desta grande estrada
afortunada pela minha vida
sábado, 24 de julho de 2010
estando por um dia
seria uma foto três por quatro
estaria satisfeito
recebi de corpo inteiro
ficou claro,
troquei a razão do dia
por alguns noves_fora
e é mantido...
na grandeza do efêmero
que já cabia em mim,
via indireta
em outra satisfação,
no que a escolha cairia
pois agora;
a discórdia se ausenta
e facilita outros caminhos
outros rumos,
e eu sob a máscara do teatro
guardo-me no que resta
da razão, do sentimento e,
desta emoção
estaria satisfeito
recebi de corpo inteiro
ficou claro,
troquei a razão do dia
por alguns noves_fora
e é mantido...
na grandeza do efêmero
que já cabia em mim,
via indireta
em outra satisfação,
no que a escolha cairia
pois agora;
a discórdia se ausenta
e facilita outros caminhos
outros rumos,
e eu sob a máscara do teatro
guardo-me no que resta
da razão, do sentimento e,
desta emoção
quarta-feira, 21 de julho de 2010
exuberante
exuberante
antes que animaliesco
é beleza natural
aos olhos e bocas
exclamativas
de quem os reconhece
prima qual primatas
à vida
e dá-lhe o que se manifesta
na intimidade
é quase divindade
e quase fusão entre amores
ou ainda uma quase manifestação
da própria perfeição
dela a palavra é efemera
e fica no ar
como se a imagem
agredisse a vida
"para Elisa"
antes que animaliesco
é beleza natural
aos olhos e bocas
exclamativas
de quem os reconhece
prima qual primatas
à vida
e dá-lhe o que se manifesta
na intimidade
é quase divindade
e quase fusão entre amores
ou ainda uma quase manifestação
da própria perfeição
dela a palavra é efemera
e fica no ar
como se a imagem
agredisse a vida
"para Elisa"
terça-feira, 20 de julho de 2010
estive a ver ou o estafeta
o orgulho é mais,
ainda que pensando
julguei, estar na minha...
mas o que é real
se me cai em si
e, foi a única brecha, ou
foi o único achado...
por estar,
ou por esta via,
centrado em normalidades
e, irrealizar o alheio
não é o mesmo que
espiar o real alheio,
é um pulo, de sorte...
ou fuçar a inteligência
para reconhecer que nossas
ações são nanas,
e juntas não cabe
numa casa de botão
de uma camisa qualquer
jogada num varal,
talvez na estrada
poeirenta que a afinque
talvez, seja a solução para o banal
mas até quando nos iludirmos,
seremos o motor forte
de nossas próprias indecisões
amanhã talvez; sejam menor os desvios
amanhã talvez; sejam mais irreais a admiração
amanhã talvez; sejam menos concretos o vazios
ainda que pensando
julguei, estar na minha...
mas o que é real
se me cai em si
e, foi a única brecha, ou
foi o único achado...
por estar,
ou por esta via,
centrado em normalidades
e, irrealizar o alheio
não é o mesmo que
espiar o real alheio,
é um pulo, de sorte...
ou fuçar a inteligência
para reconhecer que nossas
ações são nanas,
e juntas não cabe
numa casa de botão
de uma camisa qualquer
jogada num varal,
talvez na estrada
poeirenta que a afinque
talvez, seja a solução para o banal
mas até quando nos iludirmos,
seremos o motor forte
de nossas próprias indecisões
amanhã talvez; sejam menor os desvios
amanhã talvez; sejam mais irreais a admiração
amanhã talvez; sejam menos concretos o vazios
sábado, 10 de julho de 2010
amarelinha
um assento no trem
um gesto à cavalheiro
e o amor, visto pela janela
primeira vez, coincidência
um sorriso, ambienta
uma troca de olhar,
segunda vez, saudação
perpetuando a aproximação,
e a saudade se relacionando.
rapidamente retirando do ambiente
forças para consolidar o enlace
terceira vez, relação
já tudo acertado,
na vida aprimorada, caminhante...
é a vida vai caminhando, lentamente,
como pulando amarelinha
um gesto à cavalheiro
e o amor, visto pela janela
primeira vez, coincidência
um sorriso, ambienta
uma troca de olhar,
segunda vez, saudação
perpetuando a aproximação,
e a saudade se relacionando.
rapidamente retirando do ambiente
forças para consolidar o enlace
terceira vez, relação
já tudo acertado,
na vida aprimorada, caminhante...
é a vida vai caminhando, lentamente,
como pulando amarelinha
visão da geral
se tivesse um amigo
não o teria em ti javali
talvez uma queixada
que nesse mato universo
agora posso ver
correr da vida
e ouvir
o coração à boca
seria o meu medo
que o teria ao correr
de ti
e do fogo na floresta
não o teria em ti javali
talvez uma queixada
que nesse mato universo
agora posso ver
correr da vida
e ouvir
o coração à boca
seria o meu medo
que o teria ao correr
de ti
e do fogo na floresta
bela em animal
um vestido tão formoso
ousa esconder de mim tua presença
não à riqueza que te acoberta
mas, ao sacrificio onírico
que me atormenta
ousa esconder de mim tua presença
não à riqueza que te acoberta
mas, ao sacrificio onírico
que me atormenta
bunda
Bunda
tua displicência
será no ouro
que o teu cofrinho
teima em me esconder
da vida
Ass
where will your carelessness lead
to?
will it be the gold
that your piggy bank insists on hiding
from me in life?
Il culo
dove finirà
la tua disattenzione
sarà nell'oro
che il tuo salvadanaio
si ostina a nascondere alla vita
L
sexta-feira, 9 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
fã
um fã
marca o encontro
e vai decidido
pelo amor,
o seu amor
e a luz da projeção
lança à cofres
pequenino sentimentos
que o desejo, vitorioso
lhe interpôs
e este
como o ouro
que deposita na entrada
alude ao estado
e se dignifica, nas ações
e foge, das horas,
como o papel amassado
dos doces
que larga ao sair
marca o encontro
e vai decidido
pelo amor,
o seu amor
e a luz da projeção
lança à cofres
pequenino sentimentos
que o desejo, vitorioso
lhe interpôs
e este
como o ouro
que deposita na entrada
alude ao estado
e se dignifica, nas ações
e foge, das horas,
como o papel amassado
dos doces
que larga ao sair