segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
considerações acerca de um caminho
conjugam para nós
este universo vida,
a transmutação do tempo
e segue sua melodia genética
na dança dos astros e mais
nela vivemos circunstancialmente
da impetuosidade dos ventos
do vigor das ondas
e da suavidade das brisas
vivemos sem temer
um chamado qualquer de percurso
e muitas vezes ousamos
pequeninos atos de amor
domingo, 20 de dezembro de 2009
imperfeição
do meu espírito
e caminhou comigo,
depois de um tempo
virou preguiça,
também tomei
o que não era meu
pelo tempo, e,
não posso devolver
se não esperar
o que mereço
pereço faminto
igual gaivota
em mergulho vigoroso
na imensidão do mar
escondo-me das companhias
em torno do alimento
que busco no mergulho
e que o orgulho me faz voltar
derrubando ciclicos
na imensidão da vida
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
amor próprio
se você está assim comigo,
coladinha,
como a noite e o breu,
eu já não sou você,
você já não o é, eu
e assim na vida
um pesa o outro não,
não pesa,
um sim e o outro não
um vive e outros sobram
eu sou você
e você não o é, eu
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
distração
quanta aparência sugere prosperidade
ou que nos proporciona tranquilidade enfim
o fato de mandarmos uma mensagem sem retorno
ou a resposta que nos refaz como um lampião ao azeite
um melão em quatro partes, finda uma sobram três
então que seja outro dia, outra vela, outra vez
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
o atelier do real
após uma rapsódia intermitente,
uma sessão e o filme elegendo...
correrias e paredões
no derredor da cena,
cavaleiros desmontados
rifles em punho, adágio,
o vazio, canos o apontavam
na mira e a elite assemelhada pelos raios da manhã
juntavam-se a frente do paredão,
riste aos nervos, esperava sob ordens o sol
esperavam a vez,
a correria bondosamente tinham-lhes
tirado a respiração, tolhido seus pensamentos
e o tempo urgia à cavaleiro,
sob o vermelho do clarão do sol e das armas
no tempo nascente quente e úmido que dava impulso ao orvalho,
o mesmo orvalho que impregnava o chão
um a um jaziam cobertos pelo aspecto da vida naquela manhã,
contavam-se pela cobertura do imerecido tempo,
e corta,
na cena seguinte o final,
um temporal lava o brutal ato
e o sangue fresco escorre chão afora
dando então ao filme o seu final
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
livre arbitrio
és colosso, grande roda e pouco fosso,
em tua história canto e relembro coisas da vida,
que o tempo e o vento me encoraja e me trás moço,
és a melhor parte de quem a ti se explica,
somando quem sabe a nos ensinar em nova língua,
teu nome um estado, que o bem contempla à divina
escutar teu som é lindo, neste grande complexo que se afina,
dizer com o coração quanto se ama esta terra linda
se não és a metade, és o inteiro e mais ainda,
pindorama de cores, fruta de praia,
teu realce alegra em muito minha vida
por mais que mereça, vitorioso, ainda te devo,
tudo que tenho, o dobro e mais ainda
terça-feira, 17 de novembro de 2009
assunto vencido
manda dizer
que a educação não é lazer
tirar floresta pro sustento
foi bem melhor do que alimento
agora já passou o tempo
o que não se tem
não vale o provento
parar quem sabe
não dar a importância
já dá pra proteger
essa pequena mata atlântica
se bem que a coisa é feia
lá pro Amazonas, querem ter o verde
santa ingnorância
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
leitura sobre a Rua Velha
vou-me em tempo,
das minhas sabedorias as minhas lembranças
pois em ti passeio, como o belo hoje,
feito um sol latente curtindo o teu passado
pois se bem em cima de teu asfalto distante
quantas vezes quantas não adormeci cansado,
e pelos números certos de tua convivência
saltei muitas vezes destas acordado,
quantas outras vezes não soletrei destino
em minhas frases curtas feito a labirintos
mas, eram meus os pés que te viam em pedras
na segurança pura de nossas amizades,
corríamos nós quando à contento ouvíamos
de não haver as ninfas cuja rua eu era parte
na continuação do tempo deste um bairro quente
cuja gente havia na ordem desta um presente
e se já em teu progresso hoje bem distante
tão imaculado pela tua solidariedade
o que não só de mim, de outros então se tinha
encanto desta velha vida rara em nossa saudade
e quem não se fez a ninfas que o presente nos muda
corre ainda muitos e é futuro desta leitura rasa
sábado, 14 de novembro de 2009
divida (original)
será o que será
o par que trai o ímpar
o conjunto que destoa no complexo
outros dias quentes
nestas noites frias
outras manhãs contentes,
ensolaradas neste calendário
o que sobra... sobrará...
o perfeito inferindo imperfeitos
qual contabiliza
o oriente ou o ocidente,
neste calendário
sobrará agostos em lugar de junhos
quem salva ou o que salvará
quem julga ou o que julgará
neste calendário tem-se dias
sem que o ímpar traia o par
divida com dezembro
outros meses
será o que será
o par que trai o ímpar
será o que será
o conjunto que destoa do complexo
será o que será
dias quentes, em noites frias
manhãs contentes ensolaradas
neste calendário
o que sobra, sobrará
o perfeito infere imperfeitos
indo de um limite a outro
qual contabiliza
o ocidente, o oriente...
neste calendário
sobrará Junho em Agosto
quem salva, quem salvará
quem julga ou o que julgará
neste calendário tem-se dias
tem-se meses
sem que o ímpar traia o par
domingo, 8 de novembro de 2009
exitação verde
quanta confusão
quão rápido é a vida
em tamanha imensidão,
corta-se o planeta,
igual a sentimentos
de poetas,
chorar sonetos
viver de prosas
namorar as letras
e,de fato...
merecer as sérias criticas,
oh verde, oh verde,
deitar na relva
em breve talvez,
seja na melhor da hipoteses
a única beleza da terra
besteiras declaradas
essa não
o que diria
essa pobre nação
cortando campos
derrubando matas
coitados...
o grande e o anão
e, como fica
o tal enriquecimento,
tirando da terra
para comprar
seu sustento,
o chão
arvores nativas
plantas essenciais,
e la se vai
o globo do cai não cai
... ninguém lhe põe a mão
ninguém lhe põe proteção
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
toada dos quatro ventos
a sombra de um galope
pensava... era o meu trote
agora peço moço,
desça-me desta beleza
que a altivez enobreça
e a mim não me traga à ação,
vou-me começando o dia
com pequenas alegrias
que desta sorte, tu sempre me trás a mão,
sou imagem do passado
deste não nego, afortunado,
mais isso não é o retorno,
nem de vivo nem de morto,
digo quase sem jeito,
o amor sempre tem razão
que o céu lhe clareie a missa
e que eu junto lhe diga, mais solto
se de fato estou ou não
à ação do vento, me corta,
me rola o coração,
alegre ou triste nesta toada,
ou em qualquer outra canção
despeço deste momento
com a saudade do abraço
que te carrega a regaço,
como quem dorme de dia
e vive de noite o perdão
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
irresistível
à brasiliana
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
em três dos quatro tempos
onde se esconde este amigo
e qual então seu poder hoje,
escondendo-se no seu melhor
qual dia lhe dirá na dor
o que resta,
pelo passado que hoje o é não defende,
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
entre o trágico e o absoluto
Todo caso de amor tem um grande e um pequeno. Alguém um dia falou, em francês, que em todo caso de amor il y a toujours qui aime et qui se laisse aimer. É mais ou menos a mesma coisa. O pequeno ama, o grande se deixa amar. O grande fala, o pequeno ouve. O grande discorda, o pequeno concorda. O pequeno teme, o grande ameaça. O grande atrasa, o pequeno se antecipa. O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.
Não é uma questão de gênero. Existem homens pequenos e homens grandes, mulheres grandes e mulheres pequenas. O temperamento e as circunstâncias influem, mas não determinam. O grande pode ser o mais bem-sucedido dos dois ou não. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é o mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos. Depende do caso.
Como ninguém descobriu, até hoje, uma regra que permita determinar qual é o grande e qual é o pequeno, só observando o casal mais atentamente.
Na rua, o que anda distraído quase sempre é o grande. Quase sempre, no cinema, o grande só decide comprar pipoca depois que os dois já estão acomodados nas poltronas. O pequeno, então, fica esperando, vigiando, tomando conta para o filme não começar antes de o grande voltar, o que, por algum motivo, seria uma tragédia.
Numa festa, o pequeno deve estar ansioso para que a noite seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira indiferente até se embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito mais animado do que o pequeno. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele, por isso sempre tem arquivados na cabeça assuntos que possam ser úteis em todas as ocasiões. A calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande está sempre melhor que o do pequeno, ainda que a festa inteira pense exatamente o contrário. O pequeno geralmente se comove com a lua calado, enquanto o grande aponta, olha só a lua. No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, reservando o melhor da sua alegria para o resto da noite, enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente.
Mais tarde, o pequeno é macho, é gueixa, é desgraçado, é exclusivo e, se o coração do grande por acaso ouvir seus gritos, que sorte. No dia seguinte, o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que fiz tudo certo? Acho que eu não devia ter dito aquilo. Por que toda vez sou eu que beijo primeiro? Na dúvida, vai correndo procurar o grande, apesar de ter prometido que nunca mais faria isso.
O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos, que são todos grandes.
Não necessariamente formam um casal. Não é só nas histórias de amor que existem grandes e pequenos. Havendo mais de um, um par qualquer, dois adversários, dois irmãos, dois amigos, sempre haverá o que quer mais e o que quer menos, o fascinante e o fascinado, o generoso e o pedinte.
Mas como tudo pode acontecer, senão nada disso ia ter graça, a qualquer momento, por alguma razão, geralmente à noite, imprevisivelmente, o grande pode ficar pequeno, e o pequeno ficar grande de repente. Basta um vacilo, um acaso, um cair de tarde, um olhar mais assim, um furacão, uma inspiração, uma imprudência.
Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna automaticamente o grande ainda menor. O ex-pequeno, logo que é promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se seu sofrimento tiver boa memória. Aí, coitado do novo pequeno, vai se arrepender de cada não beijo, cada não telefonema, cada não noite de insônia, cada não desespero, cada não entusiasmo, cada não carinho inesperado, indispensável, inevitável, imprescindível, cada não todas as palavras apaixonadas em qualquer língua do mundo. Ele vai se surpreender com a reviravolta, no começo, mas vai se conformar com sua nova condição de pequeno em seguida. E então vai seguir, cuidadoso e desastrado, na quase inútil intenção de conquistar o grande urgentemente.
Escrito por Adriana Falcão.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
porque não
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
ponto e vírgula
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
display
doce intenção
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
inconstância
por onde estive
malha fina
para quem gosta de diversidades
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
poesia Matemática (Millor Fernandes)
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas senoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
domingo, 20 de setembro de 2009
descaminhos
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
a rédea curta
sábado, 5 de setembro de 2009
papel dupla face (modificado)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
atordoados
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
contempôraneo
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
atestado emocional
domingo, 23 de agosto de 2009
sonhos em 3D
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
brisas 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
visão noturna - para vera
terça-feira, 11 de agosto de 2009
frenesi - para juliana
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
tabuleiro para baixo
tabuleiro para cima
rapidinhas
quarta-feira, 29 de julho de 2009
agradecido
complexos
terça-feira, 28 de julho de 2009
poema sem nome
segunda-feira, 20 de julho de 2009
a tua falta
quarta-feira, 15 de julho de 2009
aos braços teus
a musa ria
segunda-feira, 13 de julho de 2009
pela morena
em troca da solidão
retalhos amorfos
quinta-feira, 9 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
simbólico amor
sexta-feira, 26 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
quatro erros
sexta-feira, 19 de junho de 2009
aos frangalhos
aproximação
despedidas
terça-feira, 19 de maio de 2009
minina
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Temporão
e, no escuro da noite
pisava sapos
cuja língua não se escuta
como humano que somos
assim, surge mais um belo
em meio à floresta a travar contatos
a azeitar pedras, a revirar memórias
a alegrar vícios, deixando transparências subtropicais
a ação da imensidão do tempo,
divagando o dia-a-dia das cinco noites,
gerando frases desconexas , e, mais,
ainda agradecido por mais um tempo,
deixando um pedaço seu em cada esquina
colorir conversa, para que a libido continuamente
Possa coroar de alegria tal renascimento
quinta-feira, 7 de maio de 2009
esmalte colorido
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Oração à São José
Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de
tornar possível as coisas humanamente
impossíveis, vinde em nosso auxílio nas
dificuldades em que nos achamos.
Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos
confiamos, para que tenha uma solução favorável.
Ó Pai muito amado, em vós depositamos toda a
nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer
que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis
junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa
bondade é igual ao vosso poder.
São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais
santa família que jamais houve, sede, nós vos
pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos
a graça de vivermos e morrermos no amor de
Jesus e Maria
segunda-feira, 6 de abril de 2009
aloha
Tião e Zefinha

domingo, 5 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Princípio do Prazer
quarta-feira, 1 de abril de 2009
navegar é preciso
sábado, 28 de março de 2009
invasor
à margem dos sentimentos
sexta-feira, 27 de março de 2009
basbaque ou o sapato do morto
empunhando o estandarte da anarquia.
Alegres e a sorrisos.
Sem saber que no momento,
haveríamos de dar testemunho
um fato bem a contento,
lembrei-me pois de repente,
como um astro vai a farra
saindo pela tangente.
É que na imensidão de ruelas,
estreitas e mal adormecidas.
Não estávamos sós.
A contraponto dos justos,
na imagem dos sabidos...
nos aparece de fato
bem perto,
Mas não estávamos assim,
um quadro,
desses que de longe
não se enxerga,
visível a mais de metro e meio,
e estávamos longe.
Era um assalto,
um jovem bem nervoso,
com arma à mão,
retinia entre dentes,
“Vamos dê-me o dinheiro,
os sapatos, relógio,
seja rápido",
e, seu interlocutor,
mais desatento que um nó solto,
gesticulava a fazer-se entender...
nós víamos no fato,
Um imenso corredor de atos
naquela nervosa ação,
mas também a ira,
jovem alemão puxado pela mão
acharcado em seu estado...
desesperador... desesperado
e o cara do assalto,
cada vez mais irritado
ia-lhe a lide,
encostando-lhe a arma,
exigia um dialógo, um fracasso
monológo sem consistência
tudo isso,
eu e o Gil,
... este um labrador
dois anos e meio
meu amigo,
deste a mudança
para aquela cidade.
É isso,
e não havia em minha vida,
outro fato igual,
que justificasse o ato
nem minha imagem periférica.
Como escrever numa folha
um caso estranho,
tão inverossímel
E, foi na surpresa,
deste que agora vos narra,
que o ladrão tornou-se calmo...
E, bem menos desesperado
Num ato frio,
por isso insano,
atirou-lhe um certeiro tiro.
E o jovem outrora sadio,
foi ao chão, sem um gemido
o ladrão,
num ato ligeiro,
roubou-lhe do bolso
o dinheiro,
tirou-lhe o relógio.
E, depressa,
correu-lhe os sapatos,
com eles sumiu,
pela fria e estreita rua
deixando o alemão
prostado
Juntaram-se a nós,
outros transeuntes,
outras pessoas, e,
uma grande roda
em torno do jovem alemão,
qual triste a ocasião.
Soube depois,
ao ler um jornal,
que o jovem viera,
de turista,
e, perdera-se na cidade
sem falar o plausível,
enveredara-se pelas ruas
Em sua cidade natal,
uma província, coisa e tal ...
falavam mal,
75% o alemão
pior o inglês 25%
aí me pergunto...
o que foi fazer
um jovem
Num país como o meu
Com um par de tênis
tão bonito caro e chamativo...
quinta-feira, 26 de março de 2009
Sexto sentido
Reflexo de minhas transgressões
Companheiro de meus infortúnios
Luzeiro de minhas experiências
Ver-te e não ouvir-te
Quiçá uma forma tornada real
Um cruzeiro de certeza
Que aporte o navio sem aportar o cais
carnavais...
e te prometo o ouro do Balthazar;
suado e aflito
o mestre-sala,
consola,
a porta-bandeira
que com sua leveza
reconhece,
perdí...
e a bico de pena,
sobre saltos
a contagem recomeça...
três, dois, um
terça-feira, 24 de março de 2009
concentricos
nesta luz que tanto te orgulha
ví um rio de água cristalina
cujo estado não é segredo,nem espelho
e por muito menos nele me ví
não sei quanto deles há
também quem o saiba precisar
não sei em que novos horizontes
ficamos com as amarras de vê-lo
e se não o vímos, não procuramos ver
por que ele não nos cobra
nem em níquel, nem em ouro
por saber que distantes deles não estamos
segunda-feira, 23 de março de 2009
dispersão
sexta-feira, 20 de março de 2009
electra e os tambores de xangô
quinta-feira, 19 de março de 2009
novello
sábado, 14 de março de 2009
revolução

pela praia
um som estelar
um ser estelar
uma canção leve
numa canção leve
tinha sua direção
tinha tomado sua direção
ao infinito
rumo ao infinito
ontem;
assim como eu
que por estas areias
ouví sussuros
que solto e tranquilo
me deixavam
e sonhei acordado
e conhecí acordado
o que não me havias dito
o que tu não me havias dito
e soube que no fim desta estrada
de verdade, tu lá não estavas
em nome da vida
quinta-feira, 12 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Com atraso
Quem diz que futebol é coisa de menino
Não te conhece nem um pouquinho
Não te viu, não te vê
Não sabe quem és
Poderia alguém sorrir ao te medir
Desdenhar tua imagem
Ou mesmo te soletrar,
Há quem diga,
Só depois de tu
É que conheceu o futebol
O que escondes
Nos campos que te expõe
De tua dimensão física a silábica
Há que receber ornamentos
Tu os tens por merecer
Pois se não,
Se cada jogada é um drama
Ver o que vem de ti
É merecer a fantasia
Neste complexo que tu vives
Futebol não é carnaval
Mas se merecem,
Os dois tem rainhas









