sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sem título um

Cansei
Cansei deste amor corrompido
Deste largo sorriso
De palavras tão densas,
Cansei desta cor do pecado
Deste amor malfadado
A viver de cinema,
Cansei de correr do destino
Deste teu labirinto
Até de sentir pena,
Cansei de viver abafado
Deste teu carolário
De achar resto em soma
Este é o grande dilema,
Viver, é mais que o paraíso
E amar clandestino
Num amor feito a temas

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Sem título dois


Nó pouco temos tempo
Para refletir
O efêmero torna-se uma saída
Como uma poesia
Uma pausa numa nota transversa
Uma moeda num pires,
Na realidade virtualizada
Em planos distantes, conferências
No simples objeto da diversidade,
A vida é como um play
A vida é como um pular de janela
A vida é insidiosa,
E o resumo é,
É como dar uma saidinha rapidinha, ou
Tirar uma foto digital pelado
Num pleonasmo mirabolante
Basta ligar a tomada e,
É gente daqui, gente dacolá
Aonde basta a vida... e se nos bastará