domingo, 19 de dezembro de 2010

a alegria é inmensurável, a tristeza não


Vencedores e vencidos
há no tempo como as horas e os minutos
na vida sua representações mil
as horas para quem nos resta
os minutos para quem restou-nos
representações há portanto, assim
pessoas são direções num só sentido
há os que fazem e há os que se projetam
levando outras pessoas a fazerem
conclusões há nas suas representações
na vida pessoas salientes sempre estarão presentes
como as horas, que se marcam sem se desmerecer
como os minutos que se marcam sem se conter
não há emoções no minutos que as horas não determinem
não há circunstâncias nas horas que os minutos não as orientem
assim visto, o tempo nos conduz como vencidos e vencedores
não há destes, corrente contrária que se aluda
até se opõe, mas não se alude
no geral a síntese que admite a palavra são os atos
e estes na sua representação, não tendo direção
não tem diretores, portanto um ato falho
há desvios dirigidos sem direção afetiva
sem diretores e sem direção corre a vida
na aproximação, no toque, na palavra
a malícia aproxima mais que a razão
o vivido é imensurável no momento do futuro
o presente é resgateável e urje a todo momento
como os minutos o que resta na simbiose do tema
é a vida como um balanço na representação passiva
admite-se, um ato falho na imensidão do inmensurável
onde espera-se vencedores, resta o vencido
onde estão os vencidos, observa-se vencedor
num axioma de soberba que a amizade cobre
e o tempo prefere e intervêm
como o social e suas implicações
nas horas o todo esta acima do bem e do mal
como os minutos tudo a luz da justiça
a vida é soberana até na sua injustiça
na sua malha final a última vivida lembra um talvez
aproxima-se com atenção na reta e na desatenção da curva
na união do tempo, um relógio cobre a si próprio
num mesmo estado como amigo e traidor,
ao mesmo tempo vencedor e vencido
a direção é biúnivoca à emoção explorada
vencidos e vencedores, espera-se
rirem-se no final