quinta-feira, 19 de junho de 2014


Um ser vivo


Eu vivo
No avanço
Da tua cultura
Truncada
Essa que favorece o mínimo necessário
Tirado como básico
Caído a cada trinta dias
Onde tudo fica pronto
Como se o fora um começo
É que em prantos me sento
Sobre a ração que me ofereço
Resultante de um tropeço
E da luz que me reflito
Quantas cópias soltas, ai de mim
Ter em ti meu belo início
Neste amor que é  um poço
E sob este vivo e revolvo
E tudo que é teu cheiro
Minha origem, teu carmim,
Imagem de quantos sóis
Tendo o oposto em caracóis
Tua própria gana o meu fim