quinta-feira, 8 de março de 2012

Retorno

Tenho um pequeno automóvel que me satisfaz todos os dias em idas e vindas para lá e para cá, não só ao serviço. Com ele ganho uma sobrevida de pelo menos 15 anos em minha vida ao fazer um mesmo percurso em menos de trinta minutos dirigindo-o pelo caminho usual, todos os dias úteis de uma semana trabalhada, minhas paisagens estão sempre carregadas de emoção muito embora não sejam bonitas e até pouco tempo, “sempre as mesmas”. Muito embora, já há algum tempo atrás, as ruas/avenidas viáveis estavam. Podíamos com algum esforço determinar o tempo e a qualidade da rota,sempre exigida, hoje isso é passado, e, é neste passado que me pego em marcha lenta num horário tão madrugador que o frio me faz ter saudade da cama. Estamos em pleno 2012 e estas mesmas ruas/avenidas planejadas para ter um escoamento pacífico até 2016 já estão subdimensionadas, é como estivessemos em 2021 tamanha a quantidade de contribuintes e não contribuintes usuários de todo os tipos, automóveis pequenos e grandes sem contar vans e ônibus a usá-las diariamente. As paisagens sempre as mesmas mudam com o passar de dias é a constatação pessoal de uma realidade não virtual, é o pacote de um progresso indivual familiar que sagra nas bordas destas ruas/avenidas da cidade nos afastando de qualquer posibilidade em melhorá-las. Constata-se que uma faúna de construtoras aborígenes ou não vêem construíndo grandes complexos de espigões super-valorizando estas bordas e desvalorizando no todo, a vida e a cidade. Deixando-nos todos desesperados e pensando no que será amanhã e o que temos de fazer com nossas vidinhas tão simples hoje tão insignificantes. Constatamos aterrorizados que nosso horário está cada vez mais para a madrugada. Então vêm a pergunta que não quer calar. Até onde poderemos usar do nosso meio mais eficaz de locomoção sem termos a insegurança de que não vamos chegar na hora certa, que não vamos chegar na hora de tentar confundir nosso colegas de trabalho afim de poder ao final do mês receber nosso salário integral sem desconto de costumeiros atrasos. Daí nasceu o Retorno e que se lê abaixo ou neste caso acima: